Pegue um camelo. Cruze com uma preá. Ao ser que nascer disso retire as amídalas. Coloque num saco e jogue numa betoneira ligada.
O som resultante será próximo ao que ouvi sair da boca da auto-intitulada cantora Alice Caymmi, sábado passado no Porto da Barra.
Numa apresentação que só não fez o avô se virar no túmulo porque ele não ia se dar a todo esse trabalho, a neta de Dorival pretendia homenageá-lo com desafinações que não se encontram nem em fim de noite de quarta-feira num karaoké.
A "surpresa", que a prefeitura de Salvador sequer teve coragem de anunciar na programação, foi antes do show de Jussara Silveira e por mais que nos afastássemos ouvíamos os grunhidos desentonados.
Que essa criatura precisa de terapia, mesmo que não cantasse "Eu Sou Rebelde", dava pra perceber. Mas nós não somos obrigados a participar do tratamento dela.
Pelo celular: Djaman Barbosa.
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